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Recordações: segredos de um porvir

São muitas as recordações, as que irei esquecer, e as que nunca hei-de lembrar. Como uma árvore e as suas folhas. Fecho os olhos. E, em segredo, relembro aquelas que, num outono, hão-de cair.

  • folhas de outras árvores

  • folhas no chão

    outros ramos

    soundtrack to your escape

    sonho de uma tarde de outono...

    Era meio-dia, e o sol brilhava lá e cima. Nesse dia, Silvestre havia-se levantado mais cedo e, tendo saído de casa mais cedo, dirigira-se para o jardim, onde já se encontrava. Não tinha almoçado, um nó no estômago que sentia deixava-o desconfortável ao ponto de não ter apetite. O encontro era apenas às 13h, assim o tinham marcado. Mas Silvestre decidiu-se por ir mais cedo para o local de encontro. Assim poderia espairecer, poderia pensar no que lhe iria ser dito. E aquele contacto com as árvores e o ar puro faziam-no, como sempre fizeram, sentir tão bem ou, pelo menos, melhor. Apesar disso, Silvestre sentia-se irrequieto, olhando reflexamente para o seu relógio de pulso, no qual o tempo parecia não ser contado.
    Lá ao fundo ouvem-se as folhas a estalar, alguém as pisara. Silvestre olha para de onde lhe pareceu vir o som, e senta-se. Ela chega.
    - Boa tarde.
    - Boa tarde., responde Silvestre.
    - A partir de hoje nunca mais nos vamos olhar do mesmo modo?.., pergunta-lhe ele, em jeito retórico. Ao que ela não responde, limitando-se a olhá-lo como quem pede desculpa por algo contra o qual não pôde fazer nada para evitar.
    - Que me queres dizer?, pergunta Silvestre.
    - Queria dizer que já não dá mais…, respondeu ela, olhando para Silvestre na sua imagem reflectida na água.
    - Não dá mais?.. mas como assim?..
    - Não sei que te dizer… acho que… é melhor terminar…
    - Entendo, disse Silvestre em tom irónico… Esta frase provocara nele a sensação de vazio. Prosseguiu:
    - Tu só gostaste de mim enquanto te sentias bem ao meu lado… aliás, tu não gostaste nunca de mim, tu gostaste de como te sentias quando estavas comigo. Gostar de como eu me sentia quando estava contigo nunca foi tua prioridade… se é que chegou sequer a ter lugar… preocupaste-te em fazer-me sentir bem enquanto tu te sentiste.
    - Não é isso, é que…, tentou ela responder.
    - Espera, interrompeu Silvestre. E, continuando, monologamente:
    - Percebo agora, tu nunca me amaste, pois não pode haver tão grande egoísmo em amar alguém.
    - Amei, sim…
    - Não!, Amar alguém não é gostar muito de alguém porque essa pessoa nos faz sentir muito bem, é, antes, fazer com essa pessoa se sinta bem, porque gostamos muito dela. Amar alguém não é querer que alguém seja feliz ao nosso lado, é mais do que isso, é querer apenas que essa pessoa seja feliz. Tu só te preocupaste em eu ser feliz enquanto tu o foste ao meu lado…
    Calou-se. Não tinha pensado o que tinha acabado de dizer. E, sentados lado a lado, pensavam ambos no que ele tinha dito.
    - Sabes – disse Silvestre passado um tempo –, talvez tenhas razão, é melhor mesmo terminar.
    Levantou-se, preparava-se para ir embora. Beijou-a na testa e, olhando-a nos olhos, disse-lhe:
    - O que mais quero é que sejas feliz. Eu sempre, e para sempre te amei… nunca me esquecerei de ti. E saiu.Inês viu-o ir-se embora, não respondeu. Ficara sentada a olhar o lago, relembrando os dias em que a sua felicidade dependera da de alguém…

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