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Recordações: segredos de um porvir

São muitas as recordações, as que irei esquecer, e as que nunca hei-de lembrar. Como uma árvore e as suas folhas. Fecho os olhos. E, em segredo, relembro aquelas que, num outono, hão-de cair.

  • folhas de outras árvores

  • folhas no chão

    outros ramos

    soundtrack to your escape

    já está! quinta-feira, julho 22, 2004 |

    fui hoje entregar os papéis da candidatura a viseu. sou, oficialmente, mais um candidato a (re)ingressar no ensino superiror. bem, e se a média não aumentar abruptamente (cerca de 2 valores!) entro na minha primeira opção, que também é a única! e assim, lá estarei eu para o ano, em coimbra (outra vez), a estudar biologia!
    foi preciso um ano noutro curso para ver realmente qual era o curso que queria. têm de se conhecer as diversas alternativas para ver qual se adapta melhor a nós, para optar por essa. mas, por várias razões, não me arrependo nada deste ano passado. até porque nem foi um ano perdido, pelo contrário, ganhei (bem) mais do que perdi! diria mesmo que não perdi nada, a não ser, claro, a possibilidade de progredir com sucesso para o segundo ano de um curso que não queria, pelo menos nesta altura, acabar.
    agora só me resta esperar pelo dia 13 de setembro que é quando saiem os resultados da primeira fase de concurso nacional. até lá, vou (tentar) desfrutar das férias (e fazer figas quando me lembra de tal!).

    a origem |

    hoje vi um filme, "o príncipe do egipto", que me fez voltar a pensar na existência, ou não, de Deus. gostei do filme, e achei umas partes muito interessantes! mais tarde, se achar que vale a pena, e se ainda me lembrar, porei um post sobre ele.
    mas voltando a Deus. eu considerar-me-ia não tanto ateu, mas sim agnóstico. só queria, no entanto, deixar aqui uma ideia que me ocorreu, e que acho, tendo ou não lógica, interessante! é a seguinte:
    se tomarmos como válida a hipótese de a vida ter sido criada por uma entidade superior, Deus, temos que tomar igualmente como válida a hipótese de que Deus, além da vida, criou tudo. no entanto, para que o acto da criação possa acontecer e para que possa ser criado algo, esse acto tem que ter lugar, tem de ser enquadrado, num espaço e num tempo. mas se Deus criou tudo, Ele teve que criar também o espaço e o tempo. e o espaço e o tempo, a serem criados por Deus, tiveram de ser criados num espaço e num tempo. (e) Deus não pôde ter criado, simultaneamente, o espaço e o tempo necessários à criação do próprio espaço-tempo e, consequentemente, de todas as outras coisas.
    outra questão, com o mesmo problema, relaciona-se directamente com a existência de Deus. para Deus existir, Ele tem que existir num determinado espaço-tempo. ora, se ele criou tudo, incluindo o epaço-tempo, inviabiliza-se a hipótese de Ele existir. isto porque, para que a Sua existência seja possível ela tem de se enquandrar num determinado espaço-tempo, que teve que ser criado por Ele num outro espaço-tempo (que é necessário à criação) que ainda não existia, porque ainda não tinha sido criado (porque Deus tudo criou).
    mesmo alegando que Deus é intemporal e inter-espacial, isso continua a estar confinado a um espaço-tempo, em que o tempo é representado pela eternidade, e o tempo, pelo infinito; mas que tiveram igualmente de ser criados por Ele, em alguma altura.
    alegando que Deus é uma entidade espiritual, representada pelo que quer que seja, e que vive no coração das pessoas que estão dispostas a "alojá-lo" (que é, quanto a mim, a hipótese mais sensata), ele não pôde ter criado o que quer que seja, pelo menos material.

    como se pode depreender, eu não acredito na ideia de um Deus que nos criou e a tudo o que nos rodeia. mas a hipótese, chamemos-lhe, científica, também deixa algumas dúvidas.
    na secundária, disseram-nos, de forma quase dogmática, como na catequese, que a vida surgiu a partir duma atmosfera primitiva que continha determinda matéria inorgânica que, a partir de um princípio activo que agiu sobre ela, permitiu a "elaboração" dos precursores da vida. mas, antes disto, disseram-nos que a geração espontânea não é possível de acontecer.
    mas, o que foi isto que foi comprovado através da experiência de Stanley-Miller?
    a partir desta famosa experiência (se não houve modificação de resultados) foi comprovado que a partir de matéria inorgânica sobre a qual agiu um determinado princípio activo, é possível sintetizar aminoácidos e outros precursores da vida. foi comprovado, apesar de não ser ao nível da complexidade de vida de um ser animal, que a geração espontânea é possível.

    mas, ao invés destas duas hipóteses, a que me parece mais "verdadeira" é a de que não se pode conhecer a origem primeria das coisas.
    como li não-me-lembro-onde, "o segredo da origem e do fim das coisas está dentro de um baú, que contém lá dentro a chave para o abrir."



    pequenas coisas sexta-feira, julho 16, 2004 |

    foi hoje ao jantar. estava a cortar uma fatia de melão e lembrei-me de uma história, que ouvi não-sei-quem contar a não-sei-quem, sobre não-sei-quem.
     
    "deveria ser início de verão. era (igualmente) ao jantar, já no fim. já todos tinham comido, faltava apenas a sobremesa que era, como muitas outras vezes, fruta da época, neste caso, melão. e, ao cortar a primeira fatia do primeiro melão que se ia comer aquele ano, como que em bricadeira (ou não), a mãe disse:
    - quando se come pela primeira vez no ano uma peça de fruta, devem-se pedir três desejos. só no fim de pedidos é que se pode começar a comer!
    todos pediram os seus desejos, ao que, no fim da refeição, a mãe perguntou quais os desejos que cada um tinha pedido. ao que a avó respondeu:
    - eu pedi saúde, felicidade e paz no mundo.
    o pai, por sua vez, disse:
    - eu pedi saúde, que me calhasse o totoloto... (e outro qualquer que não me lembro!)
    depois de (quase) todos terem enunciado os seus desejos, a mãe dirigiu-se para o membro mais novo da família e perguntou:
    - (tratando pelo seu nome, que também não me lembro) e tu, que pediste?
    e ele, com um enorme e tremendamente inocente e ingénuo sorriso na cara, respondeu:
    - eu  pedi mais três fatias de melão!.."
     
    é engraçado, como as mais pequenas coisas, que por vezes nos possam parecer tão insignificantes, podem, se quisermos, ser grandes o suficientes para nos fazerem felizes. 

    sem-abrigo terça-feira, julho 13, 2004 |

    no que respeita aos sem-abrigo, pior, aliás, muito pior e mais difícil de suportar que a fome, o frio, a sede, e que tudo isso em conjunto, é (ou deve ser) a sensação de certeza de se sentir inútil, de ser ignorado e tratado com indiferença, de não valer nem ser valioso e importante para quem quer que seja.
    e quem é que já não se sentiu sem-abrigo por uma vez que seja?
    existir continuamente na incerteza de viver e de ser alguém, ser sem-abrigo durante e depois é que deve deixar sem força para continuar...

    p.s. não construam casas começando pelo telhado, pois é certo que, à primeira e mais fraca intempérie, ela acabe por ruir, deixando alguém sem(-)abrigo...

    crescei, reproduzi-vos e multiplicai-vos! segunda-feira, julho 12, 2004 |

    hoje encontrei, quer dizer, passei por um grupo de freiras e ocorreu-me algo: as freiras e os monges, levam uma vida tão devota a Deus e à religião (cristã), que acabam por praticar acções contrárias à palavra de Deus. Deus, entre outras coisas, disse: "crescei, reproduzi-vos e multiplicai-vos." ora, as freiras e os monges não deixam descendência! acredito que uns e umas pratiquem "a tarefa de reprodução", mas que não se reproduzam. e quanto a isso, Deus foi muito claro!

    p.s. por vias de mal entendidos, convém referir que a última frase é de grande ironia!

    isto dá que pensar... sexta-feira, julho 09, 2004 |

    Riqueza e Pobreza

    "Um dia um pai de família rica levou o seu filho a viajar pelo interiror com o firme propósito de lhe mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
    - Como foi a viagem?
    - Muito boa Pai!, respondeu ele.
    - Viste como podem ser as pessoas pobres?, perguntou o pai.
    - Sim.
    - E o que aprendeste?
    E o filho respondeu:
    - Eu vi que nós temos um cachorro em casa; eles têm vários. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz; eles têm as estrelas e a Lua. Nosso quintal vai até ao portão de entrada; eles têm uma floresta inteira.

    Quando o filho estava a acabar de responder, acrescentou ainda:
    - Obrigado, pai, por me mostrar o quanto pobres nós somos!"

    Tudo o que temos depende da maneira como olhamos para as coisas. Se temos amor, amigos, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, temos tudo!
    Se somos pobres de espírito, não temos nada.

    Conheci uma pessoa que era tão pobre, mas tão pobre, que tinha dinheiro.

    curiosidade matemática |

    isto surgiu numa certa noite, numa conversa de bar. estava eu a brincar com um guardanapo, quando alguém disse: "se dobrarmos este guardanapo em sucessivas metades, são só precisas não-sei-quantas vezes (o número era relativamente pequeno, mas não me lembro ao certo qual) para que a sua altura seja equivalente à distância (média) entre a Terra e a Lua (que, de acordo com a minha fonte, é de 348000Km)." eu tinha conseguido dobrar sete vezes, a oitava estava meio dobrada só, não se podia validar. indagámos sobre o problema, sem conseguir, no entanto, na altura, chegar a nenhuma solução. hoje, como não tinha nada para fazer, debrucei-me sobre este problema, e reparei que é de fácil resolução.

    Exemplo:
    imaginemos uma folha A4 com 0.3mm (0.0000003Km = 3x10^-7 Km) de espessura e com as dimensões de 29.8cm de comprimento e 21cm de largura (pelo menos foi o que me deu nas medições!). a sua área é de 625.8cm².
    a fórmula para a sucessiva espessura da folha é dada pela expressão:

    f(n)=(2^n)·(x), em que n=número de drobas; e x=espessura da folha (nesta caso, 3x10^-7 Km)
    [é melhor utilizar Km, para que no resultado não dê números muito grandes]

    utilizando a calculadora, confirma-se que o número de dobras necessário, não é muito elevado: são necessárias apenas 40.0077 dobras para perfazer os exactos 348000Km! ou seja, 41 dobras é suficiente para chegar à Lua!

    e qual seria a área do quadilátero formado?
    no que respeita à área do quadilátero formado após as sucessivas dobras, uma vez que vai diminuindo sempre para metade, a sua área é dada por:

    A(n)=625.8/(2^n) [cm²], em que n=número de dobras

    assim, ao dobrar a folha 40.0077 vezes, a sua área seria de (aproximadamente) 5.66x10^-10cm² (0.000000000566cm²). imagine-se!

    curioso, ah?
    e é o que dá não ter nada para fazer...

    autumns monologue quinta-feira, julho 08, 2004 |

    {listening to from autumn to ashes . autumns monologue}


    autumns monologue

    oh why cant i be what you need
    a new improved version of me
    but i'm nothing so good
    no i'm nothing
    just bones, a lonely ghost burning down songs
    of violence of love and of sorrow
    i beg for just one more tomorrow
    where you hold me down fold me in
    deep deep deep in the heart of your sins

    i break in two over you
    i break in two
    and each piece of me dies
    and only you can give the breath of life
    but you dont see me, you dont...

    here i'm in between darkness and light
    bleached and blinded by these nights
    where im tossing and tortured til dawn
    by you, visions of you then youre gone
    the shock lifts the red from my face
    when i hear someone's taking my place
    how could love be so thoughtless, so cruel
    when all, all that i did was for you

    i break in two over you
    i break in two
    and each piece of me dies
    and only you can give the breath of life
    but you dont see me you dont..

    i break in two over you
    i break in two
    and each piece of me dies
    and only you can give the breath of life
    but you dont see me you don't...

    i break in two over you
    i break in two over you, over you
    i break in two
    i would break in two for you
    now you see me
    now you don't
    now you need me
    now you don't

    §

    há uns tempos atrás, desejava nunca vir a conhecer esta letra. ou melhor, que ela alguma vez se viesse a aplicar a mim... foi difícil lê-la. mas fico contente por o ter conseguido, iniciando assim um novo parágrafo.

    desliguem(-me) a televisão! quarta-feira, julho 07, 2004 |

    é meio dia e pouco. Oiço, "levanta-te, que daqui a dez minutos é para almoçar.". mas, tão cedo? deixem-me dormir mais um pouco!..", penso eu. vou almoçar, e lá está essa caixa que mudou o mundo, a impedir que (algumas vezes) ao almoço pouco mais se oiça que os talheres a baterem nos pratos quase de forma automática e padronizada. hoje, por sinal, está na sic. vou levando o garfo à boca, à medida que vejo, desinteressadamente, o que se passa nessa caixa. "e vamos agora para a nossa tertúlia cor-de-rosa...", "mas que é isto da tertúlia cor-de-rosa?", pergunto eu. como se já não bastasse haver uma quantidade enorme e em excesso das chamadas revistas cor-de-rosa, agora também lhes dão destaque num programa de televisão... mas será que não há nada mais interessante para "preencher" o tempo de duração de um programa, que coscovilhices e comentários à vida dos outros, ou fazer consultas de tarot em directo e pelo telefone (são de graça estas, vá lá, vá lá!..)?! bolas! mas claro, quem não gostar, ou não estiver interessado, ou simplesmente achar deplorável, pode sempre mudar para a tvi, onde à mesma hora dá o "olá portugal", ou lá o que é... que televisão tão mesquinha e que povo tão promíscuo. bons tempos os em que transmitiam desenhos animados toda a manhã, e ainda bem que a rtp2 não deixou de transmitir! valha-nos isso!

    a primeira página |

    abro o diário. vou desfolhando. apenas folhas em branco. mas... quantos sonhos, e quantas divagações não estão (lá) à espera que se lhes preencham os contornos dessas letras que formam essas palavras que formam essas frases que, todas juntas, tornam (de certo modo...) compreensíveis todos esses sonhos e essas divagações... é, no entanto, meu desejo, de cada vez que abrir o diário, encontrar muitas dessas páginas com todos esses contornos bem marcados e, outras tantas, ainda por marcar... até à próxima página.