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Recordações: segredos de um porvir

São muitas as recordações, as que irei esquecer, e as que nunca hei-de lembrar. Como uma árvore e as suas folhas. Fecho os olhos. E, em segredo, relembro aquelas que, num outono, hão-de cair.

  • folhas de outras árvores

  • folhas no chão

    outros ramos

    soundtrack to your escape

    o meu relógio de areia sem fundo

    Há alturas em que o tempo passa por mim como num relógio de areia sem fundo, em que a areia cai e não há nada que a segure, em que a única certeza de que caiu é a de ela já não estar no compartimento superior. A areia cai devido à força da gravidade, e não há fundo que seja obstáculo à sua queda, fazendo-a parar.
    A única maneira de saber que o tempo passou (por nós) é guardando pedaços dele em nós, mesmo que o que tenhamos guardado dele seja termos guardado nenhum. E, afinal, as memórias não são senão pedaços de tempo que, porque lhe depositámos determinada carga sentimental, pudemos parar para guardar em nós.
    Nessas alturas, o tempo passa e a única certeza que tenho de que ele passou é a de não ter guardado algum em mim…
    Por esta razão, apetecia-me, por mais vezes, poder parar o tempo… parar o tempo como que para me poder certificar que ele passou onde eu estive e que, por isso, realmente, me afectou. Certificar-me que o tempo passou por mim não porque teve que passar, mas porque guardei em mim pedaços dele, que não são nenhuns. Asseverar-me que as lembranças que tenho não são as de que não tenho outras recordações senão estas.
    Gostaria, por mais vezes que as que sou, ser fundo do meu relógio de areia sem fundo.

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